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§16 · 9 dicas

Viver com doença crônica

Depois do diagnóstico de doença crônica, como cuidar no longo prazo e gastar menos?

Dicas desta seção que se aplicam no Brasil. Esta seção trata de saúde e medicamentos. São informações gerais e não substituem o diagnóstico nem a receita de um médico.

Tomar os remédios conforme a prescrição até o fim, e não parar só porque se sente melhor

Quem toma os remédios até o fim, como orientado pelo médico, tem cerca de metade da probabilidade de morrer no período de quem toma de forma irregular. Esse número deve ser lido com cautela: quem toma até placebo (pílula falsa) também tem menos mortes, o que mostra que parte do benefício vem de quem consegue manter o tratamento e cuida mais da saúde. Mesmo assim, parar o remédio tem danos claros, sobretudo anti-hipertensivos, anticoagulantes e imunossupressores.

  • Bom valor
  • Evidência A
  • Anos de vida
  • Controverso

Não interromper o tratamento médico para experimentar remédios caseiros ou suplementos

Pessoas com câncer curável que usaram apenas terapias alternativas, sem tratamento convencional, tiveram risco de morte 2,5 vezes maior do que quem fez o tratamento convencional. Quem combina tratamento convencional com terapias complementares recusa com mais frequência cirurgia, quimioterapia e radioterapia, e as mortes extras estão aí. Algumas ervas ainda reduzem o efeito de imunossupressores e anticoagulantes; antes de tomar, pergunte ao médico.

  • Bom valor
  • Evidência B
  • Anos de vida

Ao ter diabetes diagnosticado, fazer um exame de fundo de olho e depois repetir no intervalo indicado pelo médico; examinar os pés todo ano

O diabetes prejudica o fundo do olho e os pés, e antes de a pessoa enxergar mal ou de o pé ferir, quase não há sensação. Detectado cedo, ainda há tratamento. Diabetes tipo 2: fazer o exame de fundo de olho com dilatação logo após o diagnóstico; tipo 1, começar 5 anos depois do início. Se uma ou duas consultas estiverem normais e a glicemia estiver controlada, o intervalo pode ser ampliado para um a dois anos. Examinar os pés todo ano.

  • Bom valor
  • Evidência A
  • Anos de vida

Gota diagnosticada: tomar remédio para reduzir o ácido úrico por longo prazo, mantendo-o abaixo de 360 µmol/L de forma contínua

Na gota, é preciso tomar remédio para reduzir o ácido úrico por longo prazo, mantendo-o abaixo de 360 µmol/L; não basta tomar analgésico só nas crises. Pacientes que tiveram o ajuste da dose orientado por enfermeiros, conforme os exames, atingiram a meta em 95% dos casos em dois anos; os que seguiram o atendimento habitual, em 30%. E depois de atingir a meta, o remédio não pode ser interrompido. Só com dieta, não se chega a essa meta, e parar de beber só reduz 1,6 mg/dL.

  • Valor moderado
  • Evidência A
  • Anos de vida
  • Controverso

Só na China continental 3 dicas

Estas dicas tratam de regras da China continental e não se aplicam no Brasil; estão aqui para quem mora na China.