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§29 · 13 dicas

Depois de um golpe grave

Depois da perda de um familiar, da demissão ou de um diagnóstico de doença grave, o que é mais importante nos primeiros meses?

Dicas desta seção que se aplicam no Brasil.

Se você está pensando em tirar a própria vida agora, ligue para o 188 (CVV). Se houver perigo imediato, ligue para o 192.

Nos primeiros dias depois da morte de um ente querido, não ficar sozinho; quem tem cardiopatia, hipertensão ou diabetes deve continuar os remédios; dor no peito com pressão, falta de ar ou fraqueza de um lado: ligar para 120 (número de emergência médica na China)

No primeiro dia depois da morte de um ente querido, a probabilidade de infarto é 21,1 vezes a normal, e vai caindo a cada dia. Pessoas de 60 a 89 anos que perderam o cônjuge têm, nos 30 dias seguintes, cerca de o dobro de chance de infarto ou derrame; depois de um mês, o risco volta ao normal. Quem já tem doença cardiovascular não deve parar os remédios nesses dias. Dor no peito com pressão, falta de ar ou fraqueza de um lado do corpo: ligue imediatamente para 120 (número de emergência médica na China).

  • Valor máximo
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  • Anos de vida

Na semana em que receber o diagnóstico de doença grave, não ir sozinho buscar o laudo; adiar decisões que não sejam sobre o tratamento

Na primeira semana depois do diagnóstico de câncer, a probabilidade de suicídio é 12,6 vezes a de quem não foi diagnosticado, e a de morte por doença cardiovascular é 5,6 vezes. No primeiro ano, o risco de suicídio cai para 3,1 vezes, e o efeito é maior nos cânceres mais difíceis de tratar. Por isso, leve alguém quando for pegar o laudo, e não fique sozinho em casa depois. Deixar o emprego ou vender a casa pode esperar a próxima consulta.

  • Valor máximo
  • Evidência A
  • Anos de vida

Depois de perder o emprego, fixar primeiro a rotina de sono, o plano de saúde e o ritmo da busca de trabalho; não ficar o dia inteiro em casa

Quem está desempregado tem cerca de 60% mais probabilidade de morrer depois do que quem está trabalhando; o efeito é maior em homens e em pessoas mais jovens, e é mais alto nos primeiros dez anos. Descontando o efeito de fumar e beber, a diferença cai cerca de um quarto, e esse trecho depende de você. Primeiro, faça o cadastro de desemprego e receba o seguro-desemprego; enquanto recebe, o seguro de saúde é pago pelo seguro-desemprego.

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  • Anos de vida

Se um ente querido morreu por suicídio, acidente ou crime, não contar com a força para aguentar sozinho; procurar ajuda profissional por iniciativa própria

Quem perdeu o cônjuge por suicídio tem probabilidade cerca de 80% maior de receber diagnóstico de transtorno mental em cinco anos (homens), e 70% maior (mulheres). Comparado com quem perdeu o cônjuge por outras causas, o aumento é de 70% a 100%. Quem sofre essa perda costuma sentir que foi afastado ou sente vergonha. Por isso é justamente o caso de procurar ajuda ativamente, e não esperar que a dor passe sozinha.

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  • Evidência A
  • Anos de vida

Nos primeiros seis meses depois da viuvez, entregar a alguém fixo o controle das refeições, do sono, dos remédios de doenças crônicas e dos exames de acompanhamento

Nos primeiros seis meses depois da viuvez, a probabilidade de morte no período é cerca de 40% maior que a de quem não ficou viúvo. Depois de seis meses, cai para cerca de 15% maior. Para homens, o aumento é de cerca de 23%; para mulheres, a diferença é tão pequena que pode ser coincidência. Essa diferença não é algo que se supere só com otimismo. O que se deve fazer é colocar os remédios, as refeições e os exames nas mãos de uma pessoa específica, e não depender da própria memória.

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  • Anos de vida

Quem não tem parentes nem amigos deve trocar «a pessoa que cuida de você» por três coisas: um vizinho que tenha acesso à sua casa, a lista de visitas da comunidade e contatos de emergência no celular

Sem parentes nem amigos, duas coisas precisam ser garantidas: que alguém perceba se algo acontecer com você, e que você tome os remédios e se alimente no horário. Os remédios e a comida dependem de você: escreva uma lista, programe um alarme, e não confie só na memória. Para que alguém perceba, use três recursos: deixe uma chave reserva com um vizinho, peça à comissão de moradores para entrar na lista de visitas de cuidado comunitário, e configure no celular contatos de emergência, sem desligá-lo.

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Depois da morte de um dos pais, contar a verdade para a criança, deixar que ela participe da despedida, e não a mandar para outro lugar para «mudar de ambiente»

Crianças que perdem o pai ou a mãe antes dos 18 anos têm cerca de 50% mais probabilidade de morrer no início da vida adulta do que as que não passaram por isso. Se os pais morreram por acidente ou suicídio, o aumento é de cerca de 80%; por doença, de cerca de 30%. Em casa, o que se pode fazer é contar a verdade, deixar a criança participar da despedida, não interromper a escola, e não mandá-la para a casa de parentes para mudar de ambiente.

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  • Evidência B
  • Anos de vida

Se o luto continuar por mais de seis meses e a vida não conseguir andar, marcar consulta em psiquiatria ou psicologia clínica

Cerca de uma em cada dez pessoas adultas que perdem alguém fica presa ao luto: mais de seis meses de saudade persistente, a ponto de não conseguir comer, trabalhar ou cuidar dos filhos; sente-se entorpecida e acha que a vida não tem sentido. Isso não é falta de força: tem critérios diagnósticos e tratamento específico. O tratamento direcionado tem eficácia de 51%, e a psicoterapia comum, de 28%; o efeito também vem mais rápido.

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  • Evidência A
  • Anos de vida

Não pagar consultoria de luto logo de início; antes, ver se o seu luto realmente travou (os sintomas de §29.8)

Oferecer aconselhamento psicológico a todas as pessoas enlutadas traz pouco benefício, que logo deixa de ser visível, porque a maioria se recupera sozinha. Mas, para quem já não consegue se adaptar de forma clara, o tratamento funciona tão bem quanto para outros problemas psicológicos. Por isso, compare primeiro com §29.8 (luto travado: procurar psiquiatria), e só então gaste esse dinheiro, se for o caso.

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Depois de separação ou divórcio, não perder o seguro de saúde e não se apoiar no álcool

Pessoas separadas ou divorciadas têm probabilidade de morrer cedo claramente maior que as casadas; homens e pessoas mais jovens têm aumento maior. Isso não significa necessariamente que o divórcio cause a morte, já que quem se divorcia pode ser diferente em saúde e renda desde antes. Duas coisas estão ao seu alcance: não deixar cair o seguro de saúde e os exames, e não se apoiar em cigarro e álcool.

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  • Evidência A
  • Anos de vida

Para conversar com alguém, ligar para o 12356 (linha nacional de apoio psicológico da China); para adolescentes e menores, ligar para o 12355; para consultar um médico, marcar consulta de psicologia em psiquiatria

Se quiser alguém para conversar, ligue para o 12356 (linha nacional de apoio psicológico da China); é gratuito. Menores de idade e adolescentes têm ainda a plataforma integrada de serviços para jovens, pelo número 12355. Para consultar um médico, marque consulta de psicologia em psiquiatria, psicologia ou psicologia clínica. Em caso de mudanças na família, desemprego ou abandono escolar, os agentes de quadrícula e assistentes sociais da comunidade devem procurar ativamente quem está nessa situação.

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  • Dinheiro

Nos três primeiros meses depois de uma grande mudança, adiar todas as decisões grandes e irreversíveis

Nesse período, o seu julgamento sobre «oportunidades» é o pior de todos. Vão aparecer pessoas que dizem poder contatar quem morreu, que prometem recuperar o seu dinheiro, que sugerem pedir demissão e recomeçar em outra cidade, ou que convidam para sociedade. Qualquer coisa acima de um mês de renda, ou com custo alto de arrependimento, deve ser adiada por três meses. Conte primeiro para alguém sem interesse no assunto, e não decida no mesmo dia.

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  • Dinheiro

Só na China continental 1 dicas

Estas dicas tratam de regras da China continental e não se aplicam no Brasil; estão aqui para quem mora na China.